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25/04/2017

Audiodescrever com os cinco sentidos

A portuguesa Josélia Neves faz proposta de audiodescrição a favor da expressividade, ao utilizar as emoções e a expressão e a sensorialidade

E se, no lugar de audiodescrever com objetividade e neutralidade, a proposta fosse uma audiodescrição com base na expressão e nas emoções? Essa será a provocação da oficina “Descrever arte com arte”, ministrada hoje (25), às 19h, pela professora portuguesa e audiodescritora Josélia Neves, compondo segundo dia de oficinas do 3º EIAD. Na entrevista abaixo, Josélia explica de que modo desenvolve esse tema, explica que a abordagem não desmerece a objetividade na AD e dá indicativos do futuro dessa técnica específica. Que tal adiantar um pouco o que estará na oficina?

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  1. Hoje você vai ministrar a oficina “Descrever Arte com Arte”, propondo uma audiodescrição baseada na sensorialidade, pela experiência emocional. No entanto, quando se fala da audiodescrição, se fala muito na objetividade, na questão de ser o mais direto possível, sem adjetivos, etc. Como seria essa técnica?

JOSÉLIA NEVES: Eu compreendo a necessidade de ver objetividade na audiodescrição. No entanto, nada no mundo é objetivo. Quando nós estamos a falar em arte, seja a arte como pintura, escultura, as artes cênicas ou a natureza, é quase impossível olharmos pelas coisas sem as filtrarmos através das nossas emoções. Então, o audiodescritor dificilmente consegue criar uma barreria entre as suas próprias emoções e aquilo que descreve. Se o audiodescritor não se deixar emocionar por aquilo que descreve, jamais vai conseguir descrever. Portanto, a proposta que eu faço não é contra a objetividade, e, sim, a favor da expressividade, que é um pouco diferente da subjetividade. Não estou a a ver a interpretação por interpretação, estou a ver o olhar, e utilizar a língua portuguesa daquilo que tem de mais rico, na sua expressividade, apontando sempre aos sentimentos. Não basta olhar, não basta ouvir, é preciso cheirar, é preciso degustar, é preciso tocar, essencialmente, é preciso deixar-se tocar. Essa é a abordagem que hoje vou utilizar para explicar isso.

  1. Nesse processo, há algum tipo de técnica ou metodologia desenvolvida, ou é algo que você ainda está fazendo?

JOSÉLIA NEVES: Claro que estamos em evolução ainda.  A ideia de utilizar técnicas expressivas, eu já desenvolvo, há alguns cinco anos, através de um conceito chamado soundpainting, pintar com o som. Neste momento, esse conceito já está desenvolvido e já estamos a trabalhar em transcriação audiotáctil, em que nós transcriamos, traduzimos e recriamos a arte para ser ouvida através das palavras, áudio, e táctil, no sentido de ser tocada, mas a parte emocional, deixar-se tocar. Portanto, existem técnicas concretas que são precisamente o que eu irei abordar hoje no workshop.

  1. Além de você, alguns outros autores ou pesquisadores ou algum país em específico tem desenvolvido essa técnica?

JOSÉLIA NEVES: Vocês têm aqui Sandra Rosa, cuja tese tem a ver com audiodescrição mais expressiva. Não podemos dizer que é corrente portuguesa ou é corrente espanhola. Eu talvez diria que tem sido um processo um pouco solitário, tem sido algo que tenho desenvolvido um bocadinho em Portugal, agora no Qatar, estou a desenvolver lá também, e, curiosamente, a cultura árabe gosta da da componente expressiva. portanto, quem sabe se um dia vai ser um modo árabe de descrever. Para já, ainda está em desenvolvimento.

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19/04/2017

“Não dá mais para conceber um espetáculo, um produto audiovisual ou uma exposição sem levar em consideração o acesso de todos os públicos”.

Lívia Motta nos deu uma entrevista sobre a Audiodescrição nas Artes Cênicas, tema que ela discutirá durante o 3º EIAD

Lívia Motta é uma das audiodescritoras mais conhecidas e reconhecidas no Brasil. A pesquisadora e profissional tem atuado desde 2005 na formação de outros audiodescritores e foi responsável pela atividade de forma pioneira em vários estados e espetáculos pelo país. Nos últimos anos, Lívia tem se dedicado à produção dos serviços de audiodescrição nas artes cênicas, assunto sobre o qual falará na tarde do dia 28 de abril, durante o 3º EIAD, do qual também é organizadora.

Lívia Motta Divulgação
Lívia Motta tem se destacado na produção de audiodescrição para as artes cênicas. Foto: Divulgação

Na entrevista abaixo, a audiodescritora mostra os detalhes e as características desse tipo de atividade audiodescritiva, ao mesmo tempo em que mostra uma visão ampla do trabalho desse profissional.

  1. Quais as especificidades da audiodescrição para as artes cênicas? E os principais desafios?

LÍVIA MOTTA: A audiodescrição é um recurso de acessibilidade comunicacional, um tipo de tradução que transforma imagens em palavras, um tipo de tecnologia assistiva, cujo público alvo é a pessoa com deficiência visual. O recurso pode ser utilizado em todos os tipos de espetáculos, eventos e produtos audiovisuais. Vários procedimentos e cuidados têm que ser observados na implementação da audiodescrição para as artes cênicas.

Não é apenas oferecer o serviço, ou seja, preparar o roteiro de audiodescrição, fazer a revisão, consultoria e “entregar” por meio da narração. É muito mais do que isso. É conhecer a linguagem teatral, entrar em contato estreito com o espetáculo, estudando os melhores momentos para a inserção das unidades descritivas. É narrar de forma harmoniosa com o gênero de espetáculo, de forma a proporcionar uma interação entre o recurso de acessibilidade e o texto teatral.

É ter um olho no roteiro e outro em cena, pois há de se levar em consideração os improvisos e alterações em cena. É preocupar-se com a divulgação, a preparação de convites acessíveis, com o fazer chegar a informação até o público alvo. É saber como esse público chega ao local e informar sobre os meios possíveis de transporte, linhas de ônibus, a proximidade com metrô. É interagir com esse público, conhecer suas preferências, e a apreciação que fazem do serviço. 

  1. Nós temos visto a aprovação e aplicação de algumas regulamentações para a audiodescrição no cinema e na televisão. No caso das artes cênicas, podemos apontar alguma iniciativa do tipo? Ou ainda há algum tipo de carência? 

LM: Os espaços culturais, as companhias teatrais e os produtores de espetáculos, incentivados por políticas públicas de acessibilidade, têm começado a perceber o tamanho e a importância desse novo público consumidor de cultura que precisa de recursos comunicacionais para ter acesso à arte tais como audiodescrição, interpretação em LIBRAS e legendas. Não dá mais para conceber um espetáculo, um produto audiovisual ou uma exposição sem levar em consideração o acesso de todos os públicos. É preciso respeitar o direito de todos de acesso à informação e à cultura, para que possam ter independência e autonomia para frequentar os espaços culturais em igualdade de condições.

  1. Há quanto você atua como audiodescritora? Desse tempo, quanto foi dedicado às artes cênicas? 

LM: Já atuo como audiodescritora e formadora de audiodescritores desde 2005 e fui responsável pela apresentação da primeira peça brasileira com audiodescrição no Teatro Vivo, da primeira ópera brasileira com audiodescrição no Teatro Amazonas, do primeiro casamento com audiodescrição no Brasil e vários outros produtos e serviços com o recurso. Desde então venho implementando esse recurso de acessibilidade comunicacional em filmes, peças teatrais, óperas, espetáculos de dança, shows, espetáculos de circo, stand ups, musicais, além de eventos religiosos, acadêmicos e sociais. O tempo dedicado às artes cênicas tem sido maior do que em outros produtos e serviços. 

Pessoas com deficiência visual na plateia do Teatro Sérgio Cardoso, na apresentação do musical Cartola com audiodescrição - Foto de Rafael Amanbahy II
Pessoas com deficiência visual na plateia do Teatro Sérgio Cardoso, na apresentação do musical Cartola, com audiodescrição. Foto: Rafael Amanbahy
  1. De que modo o 3º EIAD pode atuar no fortalecimento da audiodescrição nos espetáculos?

LM: Certamente o 3º Encontro (Inter)Nacional de Audiodescrição será determinante para informar, discutir, refletir sobre as especificidades da audiodescrição nos mais diferentes tipos de espetáculos, eventos e produtos audiovisuais, contribuindo também para qualificar ainda mais os serviços já prestados. O encontro reunirá renomados profissionais da audiodescrição da Alemanha, França, Estados Unidos, Portugal e Brasil. Um marco para a audiodescrição brasileira!

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17/04/2017

Aplicativos levam pessoas com deficiência visual às salas de cinema

MovieReading e WhatsCine oferecem audiodescrição por meio de dispositivos móveis. Tema será debatido no 3º Encontro (Inter)nacional de Audiodescrição de 26 a 29 de abril

Um dos temas a ser debatido durante o 3º Encontro (Inter)Nacional de Audiodescrição é o uso de tecnologias para a exibição da audiodescrição no cinema. O técnico e usuário do recurso Diniz Cândido será o convidado para falar do assunto no dia 27, às 9h. Segundo ele, sistemas de áudio, tecnologias de sincronização e transmissão simultânea são recursos que podem garantir o acesso das pessoas cegas ou de baixa visão às salas. O cenário tem levado marcas e empresas a desenvolverem novas ferramentas, como aplicativos para celulares e tablets. No Brasil, dois apps estão disponíveis: o MovieReading e o WhatsCine.

Ambos oferecem a transmissão de audiodescrição por meio de fones de ouvido. A tradução em língua brasileira de sinais (Libras) e as legendas para surdos e ensurdecidos (LSE), por sua vez, são disponibilizadas na tela do próprio dispositivo do usuário. A única necessidade é a instalação gratuita de um aplicativo, compatível para os sistemas iOS e Android. Para o uso, o filme também deve conter os três recursos de acessibilidade, sincronizado por meio da técnica de reconhecimento de áudio. Os aplicativos funcionam não apenas no cinema, mas também em TV e em canais on demand.

Diniz fala sobre a experiência de usuário com os apps:

Sobre os aplicativos, a praticidade é enorme, e o fato de poder ter a acessibilidade na palma da mão é uma experiência maravilhosa. A barreira é em relação àquelas pessoas cegas que ainda não usam a tecnologia Touchscreen. Existem muitos cegos resistentes ao toque. Acostumados com teclas, essas pessoas ficam assustadas e perdidas com a superfície lisa das telas. Vencer essa barreira é, muitas vezes, um verdadeiro suplício. Assim, os apps podem não alcançar a todos. O argumento em relação a isso é que as salas de cinema devem ter alguns tablets e que um técnico pode sincronizar o filme e a pessoa só teria a função de ouvir a AD pelo fone de ouvido conectado ao dispositivo. Mas mesmo assim, para quem é resistente ao tablet, ficar com ele durante o filme pode ser um pouco difícil. Essa é a única crítica que tenho sobre os apps, os quais, para mim e para quem usa com destreza essas tecnologias, são maravilhosos.

Óculos Inteligentes – Outra tecnologia são os óculos Inteligentes Moverio BT-200. Lançado pela Epson em 2014, trata-se de um óculos de realidade aumentada, com comando por meio de um controlador adicional à mão. Fones de ouvido encaixados nas pontas das hastes possibilitam a transmissão da audiodescrição ao usuário. Por meio das telas dos óculos, também se pode ter acesso à tradução em Libras e às Legendas para Surdos e Ensurdecidos (LSE). Além do cinema, os óculos podem acompanhar conteúdo de TV e canais on demand.

Vantagens e desvantagens – Cada forma de exibição possui seus prós e contras. No caso do uso de tablets ou smartphones, a pessoa surda que assiste a Libras ou a LSE pode sentir desconforto ao ter que olhar para baixo e para a telona, além de trazer claridade para a sala e provavelmente interferir na recepção do público em geral. No uso dos óculos, por sua vez, a Libras e a LSE podem ser visualizadas na tela de cinema apenas pelo usuário, proporcionando conforto para todos os públicos. No caso de exibição de filme estrangeiro, é possível que qualquer usuário use os óculos para ler a legenda sua na língua mãe, fazendo com o filme possa ser exibido sem nenhuma interferência externa.

Tecnologias de Audiodescrição são debatidas no 3º EIAD – O tema “Tecnologias para exibição da audiodescrição no cinema” será debatido no 3º Encontro (Inter)Nacional de Audiodescrição. O usuário da audiodescrição e técnico Diniz Cândido falará sobre as plataformas de transmissão da audiodescrição na mesa redonda Audiodescrição no Cinema, que ocorrerá às 9h do dia 27 de abril. Serão também debatidas na sessão as regulamentações federais para a disponibilidade da audiodescrição no cinema e a inserção do serviço na cadeia produtiva cinematográfica. As inscrições para o 3º EIAD ainda estão abertas e podem ser feitas no site do encontro: www.encontrointernacionalad.com

14/04/2017

Paixão de Cristo está entre eventos de grande porte com serviço de Audiodescrição

Espetáculo promove acessibilidade a pessoas com deficiência visual. Oferta do recurso será debatida em 3º Encontro Internacional de Audiodescrição, no Recife

Um dos principais recursos da Acessibilidade Comunicacional é a técnica da Audiodescrição, que consiste na tradução de imagens em palavras voltada a proporcionar o acesso à cultura visual às pessoas com deficiência visual. Mais conhecida no cinema e no teatro, a audiodescrição também é um recurso oferecido em eventos de grande porte. No mês de abril, um dos maiores espetáculos ao ar livre do Brasil, a Paixão de Cristo, em Nova Jerusalém, oferece esse recurso para pessoas com deficiência visual, garantindo o acesso de pessoas cegas ou com baixa visão.

A produtora de acessibilidade Liliana Tavares coordena o grupo que produz a tradução do espetáculo desse ano. Ela conta com a experiência de sete anos como audiodescritora e, em cinco deles, realizou a audiodescrição da Paixão de Cristo. A equipe é formada por seis pessoas, sendo elas uma consultora cega, um técnico de áudio e quatro audiodescritores, que se revezam ao longo dos espetáculos.

Liliana explica que a audiodescrição, nesse caso, é feita junto ao público, acompanhando o espetáculo, se deslocando a cada cena. “Andar com várias pessoas com deficiência visual em meio a uma multidão requer atenção na locomoção. O terreno é de barro, pedregoso e cheio de declives. Esses elementos também são inseridos na descrição. Além disso, há as particularidades do espetáculo que tem o texto gravado, mas, ao mesmo tempo, é ao vivo. Portanto, apesar de termos um roteiro, muitas coisas acontecem e que precisamos descrever simultaneamente. Todo o entorno, as pessoas que estão lá e as coisas que acontecem a cada dia são elementos que não estão no script”, coloca Tavares

“Ser pessoa como qualquer outra”

Durante muito tempo, as pessoas com deficiência visual estiveram alijadas do direito de participar dos espaços públicos e de grandes eventos. A audiodescritora coloca que pouco ainda tem se feito sobre isso, mas o crescimento pessoal ofertado tem muita relevância. “Uma das principais repercussões de participar de qualquer evento é que as pessoas com deficiência possam se sentir cidadãs ao ir aonde toda e qualquer pessoa vai. Isso lhes permite outra visão de mundo, que conheçam mais coisas, que conversem sobre essas experiências e sejam consideradas pessoas como qualquer outra”, assinala a audiodescritora.

Audiodescrição em Grandes Eventos será discutido no 3º EIAD

A experiência de Liliana será compartilhada durante o 3º Encontro Internacional de Audiodescrição – 3º EIAD, que ocorrerá de 26 a 29 de abril, no novo prédio do Porto Digital, no Recife Antigo. A fala “Audiodescrição na Paixão de Cristo e na Fenearte” ocorrerá no dia 28, às 16h, junto com convidados de todo o Brasil na mesa redonda Audiodescrição em Grandes Eventos. O 3º EIAD contará ainda com convidados internacionais da audiodescrição em sua programação e as inscrições pode ser realizadas no site do evento, http://www.encontrointernacionalad.com.

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13/04/2017

Recife sedia 3º Encontro (Inter)Nacional de Audiodescrição

Evento acontece de 26 a 29 de abril. Foco da discussão é mercado de trabalho para o audiodescritor no Brasil e no mundo. Oficinas de pré-evento ocorrem dos dias 24 a 26

Divulgação 3º EIAD - Crédito Gabi Müller
Usuários utilizam serviço de acessibilidade visual no 2º Encontro Nacional de Audiodescrição. Foto: Gabi Müller

A capital pernambucana sediará, de 26 a 29 de abril, o 3º Encontro (Inter)Nacional de Audiodescrição, na sede do Porto Digital, no Recife Antigo. Tendo como tema “O Audiodescritor e as Demandas do Mercado de Trabalho”, o encontro visa debater as oportunidades de trabalho no campo da audiodescrição no Brasil e no mundo, além de fomentar discussões entre público consumidor, produtores culturais, e profissionais da área. As inscrições estão abertas no site https://encontrointernacionalad.com/.

O encontro reunirá mais de 30 convidados, entre pesquisadores e profissionais do Brasil, Alemanha, Estados Unidos, França e Portugal. Os temas abordados vão da produção da audiodescrição no cinema, no teatro, nos museus e em grandes eventos, suas tecnologias, até relatos de experiência dos profissionais e dos usuários. Outro ponto importante é a proposta de criação da Associação Brasileira de Audiodescrição (ABAD), cujo principal objetivo será o de orientar as práticas do mercado.

Para as organizadoras Lívia Motta e Liliana Tavares, o evento será uma excelente oportunidade de troca de saberes e conhecimentos entre os participantes e também uma ótima possibilidade de examinar e discutir as novas demandas de mercado para esse profissional.

Pré-Evento

Nos dias 24, 25 e 26 de abril, acontecem as oficinas de Pré-Evento, também na sede do Porto Digital, no Recife Antigo. Convidados brasileiros e internacionais ensinarão sobre os fundamentos da audiodescrição, a audiodescrição no campo das artes e as técnicas de gravação e mixagem para o audiovisual, entre outros temas. As inscrições estão disponíveis no site https://encontrointernacionalad.com/preevento/.

Audiodescrição na Acessibilidade Comunicacional 

Um dos recursos de Acessibilidade Comunicacional é a Audiodescrição, que consiste na tradução de imagens em palavras, técnica que amplia o entendimento das pessoas com deficiência visual em diversos tipos de eventos, espetáculos e produtos audiovisuais. O recurso beneficia também outros públicos, tais como pessoas com deficiência intelectual, pessoas com dislexia, pessoas com autismo, pessoas com déficit de atenção e idosos. O audiodescritor, seja ele roteirista, narrador ou consultor, pode atuar nas diversas linguagens artísticas.

Ancine e Funcultura exigem acessibilidade comunicacional 

Dois dos maiores financiadores de produtos e eventos culturais no estado, a Agência Nacional de Cinema (Ancine) e o Fundo de Incentivo à Cultura de Pernambuco (Funcultura) passaram, respectivamente, a exigir e a pontuar a acessibilidade comunicacional nos projetos a serem submetidos. Além disso, atualmente, os canais de televisão são obrigados por lei a exibir seis horas de programação com audiodescrição por semana.

Essa exigência vale com mesma força para os cinemas, que têm até dois anos para equipar suas salas para a exibição de filmes com os recursos de acessibilidade. Essas normas têm gerado impacto não apenas no consumo de bens culturais pelas pessoas com deficiência, mas também têm gerado dúvidas e interesse dos produtores culturais de diferentes áreas sobre a produção da audiodescrição. O encontro visa esclarecer essas dúvidas e fortalecer o campo profissional.

Serviço

3º Encontro (Inter)Nacional de Audiodescrição

Data: 26 a 29 de abril de 2017

Local: Porto Digital - Rua do Apolo, 235, Recife Antigo

Inscrições e informações: www.encontrointernacionalad.com

Oficinas de Pré-Evento

Data: 24 e 25 de abril

Local: Porto Digital - Rua do Apolo, 235, Recife Antigo

Inscrições e informações: https://encontrointernacionalad.com/preevento/